Ah! Por mais árduo que seja este caminho,
Eu continuo a me apaixonar por ti, oh, Existência!
E a cada dia novamente me apaixono
Derruba-me, ensina-me, mostre-me mais uma vez como minha casta inteligência falha frente a tua face!
Ah! Como me apaixono por ti!
Bela donzela,
Teu nome é Existência!
E é diante de ti que me curvo!
Não falho, não venço.
Mas desvendo-te, oh amada minha!
Meus olhos se afogam de alegria quando falho, quando venço.
Por que tudo em ti é vitória, por que tudo em ti tem valor!
Eu me curvo diante de tua luz, de tua escuridão!
Por que em ti, a luz que revela é tão bela quanto a escuridão que guarda os teus mistérios!
Ah! Como eu te amo!
Vida!
Morte!
Como eu te amo Existência!
Como eu te amo!
Saúdem àqueles que descobriram a incomparável beleza tua!
Saúdem os que forem capazes de reconhecer tua onipotência!
E que reconheceram a sua verdadeira essência como parte da própria Existência, como parte do próprio Deus.
Celebrem!
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Luiz Gustavo Dall'Agnol